FREI FERNANDO, VIDA , FÉ E POESIA

A vida, como dom, é uma linda poesia divina, declamemo-la ao Senhor!

Meu Diário
01/02/2017 00h34
O SABOR DO PECADO

ATENÇÃO, MUITO CUIDADO, PORQUE O MEL DO PECADO É O FEL DO INFERNO...ISTO É, QUEM ENCONTRA O PRAZER NO PECADO, COLHE NO INFERNO O CONTRÁRIO, OU SEJA, UM TERRÍVEL AMARGOR, SE NÃO ACREDITAS E  ISSO NÃO TE IMPORTA, MESMO ASSIM PROVARÁS...

PAZ E BEM!

FREI FERNANDO MARIA,OFMCONV.


Publicado por Frei Fernando Maria em 01/02/2017 às 00h34
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21/01/2017 11h19
EU SOU O PÃO DA VIDA ETERNA...

«NÃO HÁ MAIOR AMOR»

Jesus feito nosso alimento

Quando Jesus veio a este mundo, amou-o tão intensamente, que deu a sua vida por ele. E de que maneira? Convertendo-Se em Pão da Vida: fez-Se para nós pequeno, frágil, desarmado. As migalhas do pão são tão pequenas, que até um bebé pode mastigá-las, até um moribundo pode comê-las. Ele converteu-Se em Pão da Vida para saciar o nosso apetite de Deus, a nossa fome de Amor.

Parece-me que nunca poderíamos chegar a amar a Deus se Jesus não Se tivesse feito um de nós. E foi para nos tornar capazes de amar a Deus que Ele Se fez um de nós, em tudo exceto no pecado. Criados à imagem de Deus, fomos feitos para amar, porque Deus é amor. Pela sua Paixão, Jesus ensinou-nos a perdoar por amor, a esquecer por humildade.

Vai ao encontro de Jesus e encontrarás a paz.[1]

Paz e Bem!

 


[1] Santa Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade


Publicado por Frei Fernando Maria em 21/01/2017 às 11h19
 
20/01/2017 12h15
MÍSTICA DO VIVER...

MÍSTICA DO VIVER...

«Chamou à sua presença aqueles que entendeu […], para andarem com Ele»

«Toda a noite procurei aquele que o meu coração ama» (Ct 3,1). Quão grande é o bem de procurar a Deus! Pela minha parte, penso mesmo que não há bem maior. Sendo o primeiro dos dons de Deus, este é também a última etapa. É dom que não se acrescenta a qualquer outra virtude, porque nenhuma lhe é anterior. Pois que virtude poderíamos atribuir àquele que não procura a Deus, e que limite poderíamos pôr à procura de Deus? «Buscai sempre a sua face», diz um salmo (104,4). Creio que, mesmo quando O tivermos encontrado, não cessaremos de O procurar.

Não é a percorrer muitos lugares que procuramos a Deus, mas a desejá-lo. Porque a felicidade de O termos encontrado não apaga o desejo, mas, pelo contrário, fá-lo crescer. A consumição da alegria […] é como azeite no fogo, pois o desejo é uma chama. A alegria será completa (Jo 15,11), mas o desejo não terá fim, nem, portanto, terá fim a procura.

Que cada alma que procura a Deus, saiba, porém, que Deus Se lhe antecipou, pois a procurou antes de ela se ter posto a procurá-lo. […] É a isto que vos chama a bondade daquele que Se vos antecipa, esse que, antes de todos, vos procurou, e antes de todos vos amou. Portanto, se não tivésseis sido primeiro procurados, de maneira alguma O procuraríeis; se não tivésseis sido primeiro amados por Ele, de maneira alguma O amaríeis. Não fostes antecipados por uma só graça, mas por duas: pelo amor e pela procura. O amor é a causa da procura; a procura é o fruto do amor, e é também a prova deste. Por causa do amor não temeis ser procurados. E porque fostes procurados não vos queixareis de ser amados em vão.[1]

Paz e Bem!

 

[1] São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja

Homilias sobre o Cântico dos Cânticos, n.º 84, 1.5


Publicado por Frei Fernando Maria em 20/01/2017 às 12h15
 
17/01/2017 10h57
TENDE FÉ EM CRISTO E PERFEITA CARIDADE...

TENDE FÉ EM CRISTO E PERFEITA CARIDADE...

Esforçai-vos por vos reunir mais frequentemente para dar graças a Deus e louvá-lo. Pois quando vos congregais com maior frequência, as forças de Satanás são abaladas e pela concórdia de vossa fé é vencida a morte que ele traz consigo. Nada é preferível à paz que acaba com toda guerra, celeste e terena. Nada vos faltará, se tiverdes em Jesus Cristo perfeita fé e caridade, que são o princípio e o termo da vida: o princípio é a fé; a caridade, o termo. As duas, bem unidas, são o próprio Deus; tudo o mais que pertença à perfeição humana lhes está ligado.

Ninguém que professe a fé pode pecar, nem o que possui a caridade consegue odiar. Conhece-se a árvore por seus frutos. Igualmente, o que se declara de Cristo, será reconhecido por suas obras. Não se trata agora de declarações, mas de perseverança na virtude da fé até o fim. Melhor é calar-se e ser do que falar e não ser. Coisa boa é ensinar, se quem diz o pratica. Pois só um é o mestre que disse e tudo foi feito; mas também, tudo quanto ele fez em silêncio é digno do Pai.

Quem possui a palavra de Jesus pode, em verdade, ouvir o seu silêncio, a fim de ser perfeito, agir como fala e ser conhecido quando silencia. Ao Senhor nada se esconde, até nossos segredos mais íntimos lhe estão próximos. Façamos, então, todas as coisas, em sua presença, visto que somos os seus templos. Que ele seja em nós o nosso Deus, ele que é e aparecerá a nossos olhos na justa medida do nosso amor.

Não vos enganeis, meus irmãos, os perturbadores da família não herdarão o reino de Deus. Se pereceram aqueles que assim agiam, segundo a carne, quanto mais aquele que corromper a fé em Deus com doutrinas falsas, pela qual Jesus Cristo foi crucificado? Este tal, tornado impuro, irá para o fogo inextinguível, juntamente com quem o escutar.

Na cabeça o Senhor recebeu a unção do óleo para que a Igreja espalhe o perfume da incorrupção. Não aceiteis a unção de péssimo odor da doutrina do príncipe deste mundo. Que não aconteça levar-vos cativos para longe da vida prometida! Por que não somos todos verdadeiramente prudentes, nós, os que recebemos o conhecimento de Deus, isto é, Jesus Cristo? Por que loucamente perecer, por não reconhecermos o dom enviado pelo Senhor? Meu espírito está pregado na cruz, escândalo para os incrédulos, salvação e vida eterna para nós.[1]

Paz e Bem!


[1] Da Carta aos Efésios, de Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir

(Nn.13-18,1:Funk1,183-187)(Séc.I)


Publicado por Frei Fernando Maria em 17/01/2017 às 10h57
 
12/01/2017 11h34
SÃO FRANCISCO E O CONVÍVIO COM OS LEPROSOS...

SÃO FRANCISCO E O CONVÍVIO COM OS POBES...

«Jesus, compadecido, estendeu a mão e tocou-lhe»

Certo dia em que passeava a cavalo na planície que fica perto de Assis, Francisco cruzou-se inesperadamente com um leproso. Teve um sentimento de horror intenso, mas, lembrando-se da resolução de vida perfeita que tomara, e de que devia, antes de mais, vencer-se a si mesmo, se queria ser «soldado de Cristo» (2Tim 2,3), saltou do cavalo para abraçar o infeliz. Este, que estendia a mão pedindo uma esmola, recebeu um beijo como dinheiro. Em seguida, Francisco voltou a montar o cavalo. Mas, por muito que olhasse para um lado e para o outro, não viu o leproso. Cheio de admiração e de alegria, pôs-se a cantar louvores ao Senhor e prometeu não se deter neste ato de generosidade. […]

Abandonou-se então ao espírito de pobreza, ao gosto da humildade e aos impulsos de uma piedade profunda. Se até então a simples visão de um leproso o fazia estremecer de horror, passou a fazer-lhes todos os favores possíveis, com perfeita despreocupação por si mesmo, sempre humilde e muito humano; fazia-o por causa de Cristo crucificado que, nas palavras do profeta, «foi desprezado como um leproso» (Is 53,3).

Ia visitá-los com frequência, dava-lhes esmolas e, emocionado de compaixão, beijava-lhes afetuosamente as mãos e o rosto. E aos mendigos, não se contentando em lhes dar o que tinha, quereria dar-se a si mesmo – de maneira que, quando não levava dinheiro consigo, dava-lhes as suas vestes, descosendo-as ou rasgando-as para as distribuir.

Foi por esta altura que realizou a peregrinação ao túmulo do apóstolo Pedro, em Roma. Quando viu os mendigos que fervilhavam no chão da basílica, levado pela compaixão e atraído pelo amor da pobreza, escolheu um dos mais miseráveis, propôs-lhe trocar as suas vestes pelos farrapos com que o homem se cobria, e passou todo o dia na companhia dos pobres, com a alma cheia de uma alegria que nunca, até então, conhecera.[1]

Paz e Bem!

[1] São Boaventura (1221-1274), franciscano, doutor da Igreja

Vida de S. Francisco, Legenda Major 1, 5-6


Publicado por Frei Fernando Maria em 12/01/2017 às 11h34



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