FREI FERNANDO, VIDA , FÉ E POESIA

A vida, como dom, é uma linda poesia divina, declamemo-la ao Senhor!

Meu Diário
09/09/2016 08h08
NASCIMENTO DE MARIA SANTÍSSIMA

MARIA, A NOVA EVA...

Alegra-te, Adão, nosso pai, e, sobretudo tu, Eva, nossa mãe. Vós que fostes, ao mesmo tempo, nossos pais e nossos assassinos; vós que nos destinastes à morte ainda antes de nos terdes dado a luz, consolai-vos agora. Uma das vossas filhas “e que filha vos consola”. [...] Vem, pois, Eva, corre para junto de Maria. Que a mãe recorra à filha, pois a filha responderá pela mãe e apagará a sua falta. [...] Porque a razão humana será agora elevada por uma mulher.

Que dizia Adão? «A mulher que me deste ofereceu-me o fruto da Árvore e eu comi» (Gn 3,12). Palavras vis, que agravaram a sua falta em vez de a apagarem. Mas a divina Sabedoria triunfou sobre tanta malícia: no tesouro da sua inesgotável bondade, Deus encontra agora aquela ocasião de perdoar que tinha tentado, em vão, fazer nascer ao interrogar Adão. A primeira mulher substituída por outra, uma mulher sábia no lugar da insensata, uma mulher humilde tanto quanto a outra era orgulhosa.

Em vez do fruto da árvore da morte, ela apresenta aos homens o pão da vida, substituindo aquele alimento amargo e envenenado pela doçura dum alimento eterno. Transforma, pois, Adão, a tua acusação injusta numa expressão de agradecimento, e diz: “Senhor, a mulher que me deste ofereceu-me o fruto da árvore da vida. Comi dele e o seu sabor foi para mim mais delicioso que o mel (Sl 18,11), porque por este fruto me devolveste a vida”. Foi por isso que o anjo foi enviado a uma virgem. “Virgem admirável, digna de todas as honras”, mulher que temos de venerar infinitamente entre todas as mulheres, tu reparaste a falta dos nossos primeiros pais, tu deste vida a toda a sua descendência.[1]

Paz e Bem!

 


[1] São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense, doutor da Igreja

Louvores da Virgem Maria: homilia 2


Publicado por Frei Fernando Maria em 09/09/2016 às 08h08
 
26/07/2016 11h44
CREIO NA IGREJA UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA...

CREIO NA IGREJA UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA

A Igreja é santa aos olhos da fé, indefectivelmente Santa. Com efeito, Cristo, Filho de Deus, que é proclamado «o único Santo», com o Pai e o Espírito, amou a Igreja como sua esposa, entregou-Se por ela para santificá-la, uniu-a a Si como seu corpo e cumulou-a com o dom do Espírito Santo para glória de Deus. A Igreja é, pois, o povo santo de Deus, e os seus membros são chamados «santos» (1Cor 6, 1). [...] A Igreja, unida a Cristo, é santificada por Ele. Por Ele e nele toma-se também santificante. [...] É nela que nós adquirimos a santidade pela graça de Deus. [...]

Nos seus membros, a santidade perfeita é ainda algo a adquirir. [...] «Enquanto Cristo, santo e inocente, sem mancha, não conheceu o pecado, mas veio somente expiar os pecados do povo, a Igreja, que no seu próprio seio encerra pecadores, é simultaneamente santa e chamada a purificar-se, prosseguindo constantemente no seu esforço de penitência e renovação» (Lumen Gentium, 42) Todos os membros da Igreja, inclusive os seus ministros, devem reconhecer-se pecadores. Em todos eles, o joio do pecado encontra-se ainda misturado com a boa semente do Evangelho até ao fim dos tempos.

A Igreja reúne, pois, em si, pecadores abrangidos pela salvação de Cristo, mas ainda a caminho da santificação. A Igreja é santa, não obstante compreender no seu seio pecadores, porque não possui em si outra vida senão a da graça: é vivendo da sua vida que os seus membros se santificam; e é subtraindo-se à sua vida que eles caem no pecado e nas desordens que impedem a irradiação da sua santidade. É por isso que ela sofre e faz penitência por estas faltas, tendo o poder de curar delas os seus filhos, pelo sangue de Cristo e pelo dom do Espírito Santo.[1]

Paz e Bem!

 


[1] Catecismo da Igreja Católica - §§ 823-827


Publicado por Frei Fernando Maria em 26/07/2016 às 11h44
 
14/06/2016 12h05
"VÓS SOIS O SAL DA TERRA... VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO..."

“VÓS SOIS O SAL DA TERRA... VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO.”

Dado que a Igreja é toda ela missionária, e que a obra da evangelização é um dever fundamental do povo de Deus, o sagrado Concílio exorta todos a uma profunda renovação interior, para que tomem viva consciência das próprias responsabilidades na difusão do Evangelho e assumam a parte que lhes compete na obra missionária junto dos gentios.

Como membros de Cristo vivo e a Ele incorporados, e configurados não só pelo batismo, mas também pela confirmação e pela eucaristia, todos os fiéis estão obrigados, por dever, a colaborar no crescimento e na expansão do seu corpo para levá-lo a atingir, quanto antes, a sua plenitude (Ef 4,13).

Por isso, todos os filhos da Igreja tenham consciência viva das suas responsabilidades para com o mundo, fomentem em si um espírito verdadeiramente católico, e ponham as suas forças ao serviço da obra da evangelização. Saibam todos, porém, que o primeiro e mais irrecusável contributo para a difusão da fé é viver profundamente a vida cristã. Pois o seu fervor no serviço de Deus e a sua caridade para com os outros é que hão de trazer a toda a Igreja o sopro de espírito novo que a fará aparecer como um sinal levantado entre as nações (Is 11,12), como «luz do mundo» (Mt 5,14) e «sal da terra» (Mt 5,13).[1]

Paz e Bem!

 


[1] Concílio Vaticano II - Decreto «Ad Gentes», sobre a atividade missionária da Igreja, 35-36


Publicado por Frei Fernando Maria em 14/06/2016 às 12h05
 
07/06/2016 09h43
"BEM-AVENTURADOS OS POBRES EM ESPÍRITO"

“BEM-AVENTURADOS OS POBRES EM ESPÍRITO”

A virtude da pobreza é a porta de entrada da providência divina em nossa vida...

Todos os homens, sem exceção, desejam a felicidade, a bem-aventurança. Mas têm sobre ela ideias diferentes: para um, a felicidade está na voluptuosidade dos sentidos e na suavidade de vida; para outro, está na virtude; para outro ainda, está no conhecimento da verdade. É por isso que Aquele que ensina todos os homens [...] começa por recuperar os que se afastaram, orientando os que se encontram no caminho certo, e abrindo a porta aos que batem. [...] Assim, pois, Aquele que é “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6) recupera, orienta e abre a porta, e começa a fazê-lo dizendo: “Bem-aventurados os pobres em espírito”.

A falsa sabedoria deste mundo, que na realidade é loucura (1Cor 3,19), pronuncia-se sem compreender o que diz, considerando bem-aventurados “os filhos do estrangeiro, cuja boca só diz mentiras, e cuja direita jura falso”, porque os celeiros deles “estão fornecidos com todas as espécies, os seus rebanhos multiplicam-se aos milhares, em dezenas de milhares os seus campos” (Sl 143,11-13). Mas todas estas riquezas são incertas, a paz deles não é a paz (Jer 6,14), a alegria deles é estúpida.

Pelo contrário, a Sabedoria de Deus, o Filho por natureza, a mão direita do Pai, a boca que fala verdade, proclama felizes os pobres, que estão destinados a ser reis do reino eterno. Ele parece dizer: “Procurais a bem-aventurança, mas ela não se encontra onde a procurais; correis, mas correis fora do caminho. Eis o caminho que conduz à felicidade: a pobreza voluntária por minha causa, é esse o caminho. O reino dos céus em Mim, eis a bem-aventurança. Correis muito, mas mal; quanto mais depressa avançais, mais vos afastais da meta.”

Não temamos, irmãos. Somos pobres, ouçamos a palavra do Pobre, que recomenda a pobreza aos pobres. Podemos acreditar na sua experiência: tendo nascido pobre, Ele viveu pobre e pobre morreu. Nunca quis enriquecer; antes aceitou morrer. Acreditemos, pois, na Verdade que nos indica o caminho que conduz à vida. Trata-se de um caminho árduo, mas curto; e a felicidade é eterna. O caminho é estreito, mas conduz à vida (Mt 7,14).[1]

Paz e Bem!

PS: A corrupção é o caminho mais curto para o inferno, e por ele seguem os adoradores do vil metal... (cf. 1Tim 6,6-10).

 


[1] Isaac da Estrela (?-c. 1171), monge cisterciense - Sermão 1, de Todos os Santos


Publicado por Frei Fernando Maria em 07/06/2016 às 09h43
 
07/06/2016 09h39
DAS COISAS NECESSÁRIAS PARA SE FAZER UMA BOA COMUNHÃO

DAS COISAS NECESSÁRIAS PARA SE FAZER UMA BOA COMUNHÃO

1. Estar em estado de graça

2. Guardar jejum de um hora antes da comunhão

3. Saber o que se vai receber e aproximar-se da sagrada comunhão com devoção

Explicações sumárias:

A) Estado de graça quer dizer: ter a consciência limpa de todo pecado mortal. Comete sacrilégio e incorre na sentença de condenação quem recebe a comunhão em estado de pecado mortal.

B) Tomar consciência de fé de quem vai receber, conhecer e acreditar firmemente o que a Doutrina católica ensina sobre este Sacramento. Ou seja, Jesus Cristo está real, verdadeira e substancialmente presente na Comunhão .

C) Com devoção? Aproximar-se com humildade e modéstia, tanto na própria pessoa como no modo de vestir, fazer preparação antes e, por cerca de 10 minutos, a ação de graças depois da comunhão.

D) Ação de graças depois da comunhão: conservar-se recolhido, a honrar a presença de Nosso Senhor dentro de nós, renovando com atos de fé, de esperança, de caridade, de adoração, de agradecimento, de oferecimento e de súplica, pedindo sobre tudo àquelas graças que são mais necessárias para nós e para aqueles por quem nos obrados a rezar.

E) Como consequência, o dia da comunhão, máxime se for diária, deve transcorrer no recolhimento, bem como cumpri com grande esmero os deveres de estado.

(Santa Teresa de Ávila dividia o dia em duas partes: a preparação, antes da comunhão, e as restantes 12 horas em agradecimento pela comunhão).

F) Permanência de Jesus em nos: com sua presença real enquanto não são consumidas as espécies eucarísticas, e com sua graça, enquanto não pecamos mortalmente. Reduzimos essa graça pelo pecado venial deliberado, e a aumentamos através de atos de virtude.

Paz e Bem!

Fonte:


Publicado por Frei Fernando Maria em 07/06/2016 às 09h39



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