FREI FERNANDO, VIDA , FÉ E POESIA

A vida, como dom, é uma linda poesia divina, declamemo-la ao Senhor!

Meu Diário
09/07/2014 06h41
RESISTI À TENTAÇÃO DA NEGAÇÃO DE DEUS...

RESISTI À TENTAÇÃO DA NEGAÇÃO DE DEUS, POIS O MUNDO QUE NÃO O CONHECE...

Papa Francisco

Audiência geral de 10/04/2013(trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana, rev)

«Proclamai que o Reino do Céu está perto»

Devemos ter a coragem da fé, sem nos deixarmos conduzir pela mentalidade que nos diz: «Deus não é útil, não é importante para ti», e assim por diante. É precisamente o contrário: […] Deus é a nossa força! Deus é a nossa esperança! Caros irmãos e irmãs, nós somos os primeiros que devemos ter bem firme em nós esta esperança e dela devemos ser um sinal visível, claro e luminoso para todos. […]

A nossa esperança de cristãos é forte, certa e sólida nesta terra, onde Deus nos chamou a caminhar, e está aberta à eternidade porque se funda em Deus, que é sempre fiel. Não devemos esquecer: Deus é sempre fiel; Deus é sempre fiel para conosco. Ressuscitar com Cristo mediante o Baptismo (Rom 6,4), com o dom da fé, para uma herança que não se corrompe (1Ped 1,4), leva-nos a procurar em maior medida as realidades de Deus […]. Ser cristão não se reduz a seguir mandamentos, mas significa permanecer em Cristo, pensar como Ele, agir como Ele, amar como Ele; significa deixar que Ele tome posse da nossa vida e que a mude, transforme e liberte das trevas do mal e do pecado.

Prezados irmãos e irmãs, a quantos nos perguntarem a razão da nossa esperança (1Ped 3, 15), indiquemos Cristo ressuscitado. Indiquemo-Lo com o anúncio da Palavra, mas, sobretudo com a nossa vida de ressuscitados. Manifestemos a alegria de ser filhos de Deus, a liberdade que nos permite viver em Cristo, que é a verdadeira liberdade, aquela que nos salva da escravidão do mal, do pecado e da morte! Contemplemos a Pátria celeste, e teremos uma luz e força renovadas, também no nosso compromisso e nas nossas labutas diárias. É um serviço precioso, o qual devemos prestar a este nosso mundo, que muitas vezes já não consegue elevar o olhar, já não consegue olhar para Deus.

Paz e Bem!


Publicado por Frei Fernando Maria em 09/07/2014 às 06h41
 
29/06/2014 10h42
SÃO PEDRO E SÃO PAULO, COLUNAS DA IGREJA

SÃO PEDRO E SÃO PAULO, COLUNAS DA IGREJA

Santo Aelredo de Rielvaux (1110-1167), monge cisterciense - Sermão 18, para a festa de São Pedro e São Paulo; PL 195, 298

«Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja»

«Trema a Terra com todos os seus habitantes, Eu mesmo firmei as suas colunas» (Sl 75,4). Todos os apóstolos são pilares da Terra, mas em primeiro lugar os dois cuja festa celebramos. Eles são as duas colunas que sustentam a Igreja através do seu ensino, da sua oração e do exemplo da sua constância. Foi o próprio Senhor que fortaleceu essas colunas; porque inicialmente eles eram fracos, incapazes de se aguentarem e de ampararem os outros. E aqui aparece o grande desígnio do Senhor: se tivessem sido sempre fortes, poder-se-ia pensar que a sua força vinha deles mesmos. Por isso, antes de os fortalecer, o Senhor quis mostrar do que eles eram capazes, para que todos saibam que a sua força vem de Deus. […] Pedro foi lançado por terra pela voz de uma simples criada […]; a outra coluna também foi muito fraca: «apesar de eu ter sido um blasfemo, perseguidor e insolente» (1Tim 1,13). […]

É por isso que devemos louvar de todo o coração estes santos, nossos pais, que sofreram muito pelo Senhor e que perseveraram com tanta fortaleza. Não custa nada perseverar na alegria, na felicidade e na paz; ser grande é ser apedrejado, flagelado, açoitado por Cristo (2Cor 11,25), e perseverar com Cristo. É grande ser amaldiçoado e abençoar como Paulo, ser perseguido e suportar, ser caluniado e consolar, ser como o lixo do mundo e disso tirar glória (1Cor 4,12-13). […] E que dizer de Pedro? Mesmo que ele não tivesse suportado nada por Cristo, bastar-nos-ia, para hoje o celebrarmos, ter sido crucificado por Ele. […] Ele bem sabia onde estava Aquele a quem amava, Aquele que desejava […]: a sua cruz foi o seu caminho para o céu.

Paz e Bem!


Publicado por Frei Fernando Maria em 29/06/2014 às 10h42
 
26/06/2014 10h44
SENHOR, TU ÉS NOSSA ÚNICA SEGURANÇA, POR ISSO, TODOS OS QUE ESPERAM EM TI TÊM A TUA PROTEÇÃO...

SENHOR, TU ÉS NOSSA ÚNICA SEGURANÇA, POR ISSO, TODOS OS QUE TE SEGUEM TEM A TUA PROTEÇÃO...

São Gregório de Nazianzo (330-390), bispo, doutor da Igreja - Discurso 26

Edificados sobre a Rocha

Certa noite, andava eu a passear à beira-mar e, como diz a Escritura, «soprando uma forte ventania, o lago começou a agitar-se» (Jo 6,18). As vagas elevavam-se ao longe e invadiam a praia, batendo nos rochedos, desfazendo-se e transformando-se em espuma e em gotículas. Os seixos pequenos, as algas e as conchas mais leves eram arrastados pelas águas e atirados para a praia, mas os rochedos permaneciam firmes e inabaláveis, como se tudo estivesse calmo, mesmo no meio das vagas que os assolavam. […]

Retirei uma lição desse espetáculo. Esse mar não será a nossa vida e a condição humana? Também aqui se encontra muita amargura e instabilidade. E não serão como os ventos as tentações que nos assolam e todos os golpes imprevistos da vida? Era nisso, segundo penso, que meditava David quando clamava: «Salva-me, ó Deus, porque as águas quase me submergem; estou a afundar-me num lamaçal profundo, não tenho ponto de apoio; entrei no abismo de águas sem fundo e a corrente está a arrastar-me» (Sl 69,2ss).

Entre as pessoas que são postas à prova, umas parecem-me objetos ligeiros e sem vida que se deixam levar sem oferecer a mínima resistência; não têm nenhuma firmeza em si; não têm o contrapeso duma razão sábia que lute contra os assaltos. Outras me parecem rochedos, dignas dessa Rocha sobre a qual fomos edificados e que adoramos; formadas nos raciocínios da verdadeira sabedoria, elevam-se acima da fraqueza comum e tudo suportam com uma constância inabalável.

Paz e Bem!

PS: “Considerai que é suma alegria, meus irmãos, quando passais por diversas provações, sabendo que a prova da vossa fé produz a paciência. Mas é preciso que a paciência efetue a sua obra, a fim de serdes perfeitos e íntegros, sem fraqueza alguma”. (Tg 1,2-4).


Publicado por Frei Fernando Maria em 26/06/2014 às 10h44
 
09/05/2014 10h11
"QUEM COME MINHA CARNE E BEBE MEU SANGUE, PERMANECE EM MIM E EU NELE"

QUEM COME MINHA CARNE E BEBE MEU SANGUE, PERMANECE EM MIM E EU NELE

Catequeses da Igreja de Jerusalém aos novos batizados (séc. IV) N° 4; SC 126

«A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida»

«Tomai e comei, isto é o meu corpo. […] Tomai e bebei, este é o cálice do meu sangue» (Mt 26,26ss). Se o próprio Cristo declarou, a propósito do pão: «Isto é o meu corpo», quem se atreverá a hesitar? E se Ele próprio afirmou categoricamente: «Este é o cálice do meu sangue», quem poderá duvidar? […] É, pois com plena certeza que participamos no corpo e no sangue de Cristo. Pois, sob o aspecto do pão, é o corpo que te é dado; e sob o aspecto do vinho, é o sangue que te é dado, a fim de que, participando do corpo e do sangue, te tornes um só corpo e um só sangue com Cristo. […] Desta maneira, diz São Pedro, tornamo-nos «participantes da natureza divina» (2Ped 1,4).

Anteriormente, Cristo declarara, dirigindo-Se aos judeus: «Se não comerdes a minha carne e não beberdes o meu sangue, não tereis a vida em vós.» Mas eles, não compreendendo estas palavras espirituais, afastaram-se escandalizados. […] Na Antiga Aliança, também havia os pães da oferenda; mas agora já não há motivo para se oferecerem os pães da Antiga Aliança. Na Nova Aliança, há um «pão descido do céu» e um «cálice da salvação» (Jo 6,41; Sl 115,4). Pois, assim como o pão é bom para o corpo, assim o Verbo é conveniente para a alma.

Também o Santo Profeta David explica o poder da Eucaristia quando afirma: «Para mim preparais a mesa, à vista dos meus adversários» (Sl 22,5). […] De que fala ele aqui, senão dessa mesa misteriosa e mística que Deus nos preparou contra o nosso inimigo, o demônio? […] «E o cálice inebria-me como o melhor vinho» (v. 5, LXX). Neste versículo, refere-se ao cálice que Jesus tomou em suas mãos quando deu graças e disse: «Este é o cálice do meu sangue, derramado pela multidão em remissão dos pecados» (Mt 26,28). […] David também dizia a este propósito: «O vinho, que alegra o coração do homem, o azeite, que lhe faz brilhar o rosto, e o pão, que lhe robustece as forças» (Sl 103,15). Robustece o teu coração tomando este pão como alimento espiritual, e alegra o coração e a alma.

Paz e Bem!


Publicado por Frei Fernando Maria em 09/05/2014 às 10h11
 
08/05/2014 06h40
SEU CORPO E SANGUE, SUA ALMA E DIVINDADE, SÃO ALIMENTOS DE VIDA ETERNA...

SEU CORPO E SANGUE, SUA ALMA E DIVINDADE SÃO ALIMENTOS DE VIDA ETERNA...

Santo Ireneu de Lyon (c. 130-c. 208), bispo, teólogo, mártir - Contra as Heresias, V, 2, 2-3 (trad. Breviário)

«E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, pela vida do mundo»

Estão completamente enganados aqueles que rejeitam o projeto que Deus guarda para a sua Criação, negam a salvação da carne e desprezam a ideia da sua regeneração, ao declará-la incapaz de receber uma natureza imperecível. Se a carne não se salva, também o Senhor não nos redimiu com o seu Sangue, nem o cálice da Eucaristia é a comunhão do seu Sangue, nem o pão que partimos é a comunhão do seu Corpo (1Cor 10,16), […] que o Verbo de Deus assumiu em toda a sua realidade e pela qual nos resgatou pelo seu Sangue. […]

E porque somos seus membros (1Cor 6,15) e nos alimentamos das criaturas que nos proporciona, […] Ele afirmou que aquele cálice, fruto da Criação, é o seu Sangue que fortalece o nosso sangue, e confirmou que aquele pão, fruto também da Criação, é o seu Corpo que fortalece o nosso corpo.

Uma vez que o cálice de vinho misturado com água e o pão natural, ao receberem a palavra de Deus, se transformam na Eucaristia do Sangue e do Corpo de Cristo, com os quais se alimenta e revigora a substância da nossa carne, como há quem negue que a carne é capaz de receber o dom de Deus, que é a vida eterna, essa carne que se alimenta do Sangue e Corpo de Cristo e se torna membro do seu Corpo? Por isso diz o santo Apóstolo na carta aos Efésios: «Somos membros do seu Corpo, da sua carne e dos seus ossos» (Ef 5,30 [Vulg.]; cf Gn 2,24); não é de um homem espiritual e invisível que o diz, […] mas sim do organismo verdadeiramente humano, que consta de carne, de nervos e ossos, e que se nutre do cálice do seu Sangue e se robustece com o pão que é o seu Corpo. […] Assim também os nossos corpos, nutridos pela Eucaristia, depositados na terra, […] ressuscitarão a seu tempo, quando o Verbo de Deus lhes conceder a ressurreição «para glória de Deus Pai» (Fl 2,11).

Paz e Bem!


Publicado por Frei Fernando Maria em 08/05/2014 às 06h40



Página 16 de 184 « 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 » [«anterior] [próxima»]

Site do Escritor criado por Recanto das Letras