FREI FERNANDO, VIDA , FÉ E POESIA

A vida, como dom, é uma linda poesia divina, declamemo-la ao Senhor!

Meu Diário
04/03/2014 10h34
SEGUIMOS CRISTO, POBRE E CRUCIFICADO...

SEGUIMOS CRISTO, POBRE E CRUCIFICADO...

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade  - No Greater Love

Deixar tudo para O seguir

As riquezas, quer sejam materiais ou espirituais, podem asfixiar-nos se não fizermos delas uma utilização adequada. Porque nem o próprio Deus consegue colocar coisa alguma num coração que já está cheio. Mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente, reaparece o apetite pelo dinheiro e a avidez por tudo o que o dinheiro pode proporcionar – a procura do supérfluo, do luxo na comida, no vestuário e no entretenimento. As necessidades começam a aumentar, uma coisa atrai a outra. Mas no fim fica-se com um sentimento incontrolável de insatisfação. Permaneçamos tão vazios quanto possível para que Deus possa preencher-nos.

Nosso Senhor é um exemplo vivo disto: logo no primeiro dia da sua existência humana, conheceu uma pobreza que nenhum ser humano alguma vez conhecerá porque, «sendo rico, tornou-Se pobre» (2Cor 8,9). Cristo esvaziou-Se de toda a sua riqueza. É aqui que surge a contradição: se eu quiser ser pobre como Cristo, que Se tornou pobre embora fosse rico, que devo fazer? Seria uma vergonha para nós sermos mais ricos do que Jesus que, por nossa causa, suportou a pobreza.

Na cruz, Cristo foi privado de tudo. A própria cruz fora-Lhe dada por Pilatos; os pregos e a coroa, pelos soldados. Estava nu. Quando morreu, despojaram-no da cruz, retiraram-Lhe os pregos e a coroa. Foi envolto num pedaço de tecido dado por uma alma caridosa e foi enterrado num túmulo que não Lhe pertencia. E isto quando poderia ter morrido como um rei ou mesmo poupar-Se à morte. Mas Ele escolheu a pobreza porque sabia que ela é o verdadeiro meio de possuir Deus e de trazer o seu amor para a terra.

Paz e Bem!

©Evangelizo.org 2001-2014


Publicado por Frei Fernando Maria em 04/03/2014 às 10h34
 
21/02/2014 06h59
PRECISAMOS OUVIR O AMOR DE CRISTO...

QUE OS HOMENS E AS OUTRAS CRIATURAS SE CALEM, PARA OUVIR O AMOR DE CRISTO...

São Rafael Arnaiz Baron (1911-1938), monge trapista espanhol

Escritos espirituais 07/04/1938

«Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me»

Como se vive bem no coração de Cristo! Quem se pode queixar por sofrer ? Só o insensato, que não adora a Paixão de Cristo, a cruz de Cristo, o coração de Cristo, pode sentir-se desesperado com o seu próprio sofrimento. […] Que bem se vive junto à cruz de Jesus!

Cristo Jesus, […] mostra-me essa sabedoria que consiste em amar o desprezo, as injúrias, o opróbrio; ensina-me a sofrer com a alegria humilde e sem clamor dos santos; ensina-me a ser manso com aqueles que não me amam ou que me desprezam; mostra-me esse conhecimento que Tu, no alto do calvário, mostras ao mundo inteiro.

Eu sei: uma voz interior, muito suave, explica-me tudo; sinto em mim uma coisa que vem de Ti e que não sei definir, que me decifra muitos mistérios que o homem não pode compreender. Eu, Senhor, à minha maneira, entendo tudo. É o amor. É só isso. Vejo-o, Senhor, não preciso de mais nada. É o amor! Quem pode explicar o amor de Cristo? Que os homens e as outras criaturas se calem; calemo-nos, para que, no silêncio, escutemos os sussurros do amor, do amor humilde, do amor paciente, do amor imenso, infinito, que Jesus nos oferece, pregado à sua cruz, com os braços totalmente abertos. O mundo, na sua loucura, não O escuta.

Paz e Bem!

©Evangelizo.org 2001-2014

 


Publicado por Frei Fernando Maria em 21/02/2014 às 06h59
 
20/02/2014 07h21
A LIÇÃO QUE NOS DÁ A SANTA CRUZ DO SENHOR...

A LIÇÃO QUE NOS DÁ A SANTA CRUZ DO SENHOR...

São Rafael Arnaiz Baron (1911-1938), monge trapista espanhol

Escritos espirituais 07/04/1938

«Começou, depois, a ensinar-lhes que o Filho do Homem tinha de sofrer muito»

Jesus bendito, que me ensinaram os homens que Tu não me tenhas ensinado na Tua cruz? Ontem vi claramente que só aprendemos acorrendo a Ti e só Tu nos dás forças nas provas e tentações; que somente ao pé da tua cruz, vendo-Te pregado a ela, aprendemos o perdão, a humildade, a caridade, a bondade. Não Te esqueças de mim, Senhor; olha para mim, prostrado na tua frente, e concede-me o que Te peço. Depois, que venham os desprezos, que venham as humilhações […], que me importa! Contigo a meu lado tudo posso. A lição prodigiosa, admirável, inexprimível que me dás com a tua cruz dá-me forças para tudo.

Cuspiram-Te, insultaram-Te, flagelaram-Te, pregaram-Te a uma cruz e, sendo Tu Deus, perdoaste, calaste-Te humildemente e ofereceste-Te a Ti próprio. Que posso dizer da tua Paixão? É melhor não dizer nada e que, no fundo do meu coração, medite no que o homem nunca poderá chegar a compreender; que me contente com amar profundamente, apaixonadamente, o mistério da tua Paixão. […]

Que doce é a cruz de Jesus! Que doce é sofrer perdoando! [...] Como não ficar louco? Ele mostra-me o seu coração aberto aos homens e por eles desprezado. Onde já se viu e quem alguma vez sonhou suportar tamanha dor? Como vivemos bem no coração de Cristo!

Paz e Bem!

 


Publicado por Frei Fernando Maria em 20/02/2014 às 07h21
 
13/02/2014 08h54
ENTRA, SENHOR, E PERMANECE PARA SEMPRE EM MINHA VIDA...

ENTRA, SENHOR, E PERMANECE PARA SEMPRE EM MINHA VIDA...

Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo

Comentário sobre o Evangelho de Mateus 9, 16; SC 16

«Jesus entrou na região Tiro»

Jesus saiu de Israel […]: «Jesus partiu dali e retirou-Se para os lados de Tiro» (Mt 15,21), nome que quer dizer «reunião das nações»; e fê-lo para que as pessoas desse território que acreditassem pudessem ser salvas quando dele saíssem. Com efeito, presta atenção a estas palavras: «Então uma cananeia que viera daquela região começou a gritar: “Tem piedade de mim, Senhor, Filho de David: minha filha está cruelmente atormentada por um demónio”» (v. 22). A meu ver, se ela não tivesse saído desse território, não teria podido dirigir a Jesus estes gritos «de uma grande fé», como o próprio Jesus testemunhou (v. 28).

Saímos do território das nações pagãs «de acordo com a proporção da nossa fé» (Rom 12,6). […] Pois é necessário crer que cada um de nós, quando peca, se encontra no território de Tiro e de Sidônia, ou do Faraó do Egito, ou em qualquer outro país estranho à herança de Deus. Mas quando o pecador deixa o mal, regressando ao bem, sai dessas regiões onde reina o pecado e apressa-se a dirigir-se para as que são de Deus […]

Repara também na natureza do encontro de Jesus com a mulher de Canaã; pois Ele parece dirigir-Se para a região de Tiro e Sidônia. […] Os justos são introduzidos no Reino dos céus e propostos para a elevação ao Reino de Deus, mas os pecadores ficam destinados à degradação da sua própria maldade. […] A cananéia, deixando esse território, deixa a tendência para a degradação quando clama: «Tem piedade de mim, Senhor, Filho de David». […] Todas as curas que Jesus realizou, tal como as contam os evangelistas, aconteceram porque os que as desejaram tinham fé. Mas estes acontecimentos são o símbolo do que é realizado permanentemente pelo poder de Jesus, pois não há época nenhuma em que o que está escrito não se realize, exatamente da mesma maneira.

Paz e Bem!


Publicado por Frei Fernando Maria em 13/02/2014 às 08h54
 
11/02/2014 08h37
A LEI DO ESPÍRITO DE VIDA ME LIBERTOU EM CRISTO DA LEI DO PECADO E DA MORTE...

A lei do Espírito de vida em Cristo Jesus libertou-me da lei do pecado e da morte” (Rom 8,2).

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja - Sermão 155, 6

«Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim»

«A lei do Espírito de vida em Cristo Jesus libertou-me da lei do pecado e da morte» (Rom 8,2). […] São Paulo diz que a Lei de Moisés foi dada para demonstrar a nossa fraqueza, e não apenas para demonstrá-la, mas para aumentá-la, e nos levar a procurar o médico […]: «Onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rom 3,20; 5,20). […] Porque é que a primeira Lei, que foi escrita com o dedo de Deus (Ex 31,18), não trouxe a tão necessária salvação da graça? Porque foi escrita em tábuas de pedra e não em tábuas de carne, que são os nossos corações (2Cor 3,3). […]

É o Espírito Santo que escreve, não na pedra, mas no coração; «a Lei do Espírito de vida», escrita no coração e não na pedra, esta Lei do Espírito de vida que está em Jesus Cristo em quem a Páscoa foi celebrada em toda a verdade (cf. 1Cor 5,7-8), libertou-vos da lei do pecado e da morte. Quereis uma prova da diferença evidente e certa que separa o Antigo Testamento do Novo? […] Escutai o que o Senhor disse pela boca de um profeta […]: «Imprimirei a minha Lei, gravá-la-ei no seu coração» (cf. Jer 31,33). Se a Lei de Deus está escrita no teu coração, não produz medo [como no Sinai], mas espalha na tua alma uma secreta suavidade.

Paz e Bem!


Publicado por Frei Fernando Maria em 11/02/2014 às 08h37



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