FREI FERNANDO, VIDA , FÉ E POESIA

A vida, como dom, é uma linda poesia divina, declamemo-la ao Senhor!

Meu Diário
07/06/2016 09h39
DAS COISAS NECESSÁRIAS PARA SE FAZER UMA BOA COMUNHÃO

DAS COISAS NECESSÁRIAS PARA SE FAZER UMA BOA COMUNHÃO

1. Estar em estado de graça

2. Guardar jejum de um hora antes da comunhão

3. Saber o que se vai receber e aproximar-se da sagrada comunhão com devoção

Explicações sumárias:

A) Estado de graça quer dizer: ter a consciência limpa de todo pecado mortal. Comete sacrilégio e incorre na sentença de condenação quem recebe a comunhão em estado de pecado mortal.

B) Tomar consciência de fé de quem vai receber, conhecer e acreditar firmemente o que a Doutrina católica ensina sobre este Sacramento. Ou seja, Jesus Cristo está real, verdadeira e substancialmente presente na Comunhão .

C) Com devoção? Aproximar-se com humildade e modéstia, tanto na própria pessoa como no modo de vestir, fazer preparação antes e, por cerca de 10 minutos, a ação de graças depois da comunhão.

D) Ação de graças depois da comunhão: conservar-se recolhido, a honrar a presença de Nosso Senhor dentro de nós, renovando com atos de fé, de esperança, de caridade, de adoração, de agradecimento, de oferecimento e de súplica, pedindo sobre tudo àquelas graças que são mais necessárias para nós e para aqueles por quem nos obrados a rezar.

E) Como consequência, o dia da comunhão, máxime se for diária, deve transcorrer no recolhimento, bem como cumpri com grande esmero os deveres de estado.

(Santa Teresa de Ávila dividia o dia em duas partes: a preparação, antes da comunhão, e as restantes 12 horas em agradecimento pela comunhão).

F) Permanência de Jesus em nos: com sua presença real enquanto não são consumidas as espécies eucarísticas, e com sua graça, enquanto não pecamos mortalmente. Reduzimos essa graça pelo pecado venial deliberado, e a aumentamos através de atos de virtude.

Paz e Bem!

Fonte:


Publicado por Frei Fernando Maria em 07/06/2016 às 09h39
 
27/03/2016 10h03
TRANSBORDANTES DA ALEGRIA DIVINA...

O SOL DA JUSTIÇA ERGUE-SE HOJE E ILUMINA TODA A CRIAÇÃO

«Eis o dia que o Senhor fez, dia de festa e de alegria» (Sl 117,24)

O Sol da justiça (Mal 3,20), desaparecido há três dias, ergue-Se hoje e ilumina toda a criação: Cristo, que esteve no túmulo três dias, existia antes de todos os séculos! Ele rebenta a terra como uma vinha e enche de alegria toda a terra habitada. Fixemos os nossos olhos no nascer de um sol que nunca conhecerá o poente; façamos avançar o dia e enchamo-nos da alegria desta luz!

As portas dos infernos foram quebradas por Cristo, os mortos erguem-se como que de um sono. Cristo levanta-Se, Ele que é a ressurreição dos mortos, e vem despertar Adão. Cristo, ressurreição de todos os mortos, levanta-Se e vem libertar Eva da maldição. Cristo levanta-Se, Ele que é a ressurreição, e transfigura com a sua beleza aquilo que estava sem beleza nem brilho (CF. Is 53,2). Como alguém que dormia, Cristo acordou e desfez todas as manhas do inimigo. Ele ressuscitou e dá alegria a toda a criação; ressuscitou e esvaziou a prisão do inferno; ressuscitou e transformou o corruptível em incorruptível (1Cor 15,53). Cristo ressuscitado estabeleceu Adão na incorruptibilidade, na sua dignidade original.

Em Cristo, a Igreja torna-se hoje num novo céu (Ap 21,1), um céu mais belo de contemplar do que o sol que nós vemos. O sol que vemos todos os dias não se pode comparar com esse Sol; tal como um servo cheio de respeito, eclipsou-se diante dele quando O viu suspenso da cruz (Mt 27,45). É desse Sol que o profeta diz: «O Senhor, Sol da justiça, ergueu-Se para os que O temem» (Mal 3,20). [..]. Por Ele, Cristo, Sol de justiça, a Igreja torna-se um céu resplandecente de muitas estrelas, saídas da piscina batismal para uma nova luz. «Eis o dia que o Senhor fez; exultemos e rejubilemos nele» (Sl 117,24), transbordantes de divina alegria.[1]

Paz e Bem!

 

[1] Santo Epifânio de Salamina (?-403), bispo - 3ª Homilia 3 para a Ressurreição


Publicado por Frei Fernando Maria em 27/03/2016 às 10h03
 
18/03/2016 17h04
APRENDAMOS, POIS, AMAR A DEUS EM TODO TEMPO...

APRENDAMOS, POIS,  AMAR A DEUS EM TODO TEMPO...

Meditemos profundamente sobre o amor de Cristo, nosso Salvador, que «amou os seus até ao fim» (Jo 13,1), a ponto de, para seu bem, ter voluntariamente sofrido uma morte dolorosa, manifestando assim o maior amor possível. Porque Ele próprio tinha dito: «Não há maior amor do que dar a vida pelos amigos» (Jo 15,13). Sim, é sem dúvida esse o maior amor que alguém jamais manifestou; e contudo, o nosso Salvador deu prova de um amor ainda maior, porque o fez tanto pelos amigos como pelos inimigos.

Que diferença entre este amor fiel e as outras formas de amor, falso e inconstante, que encontramos no nosso pobre mundo! [...] Quem terá a certeza de, na adversidade, continuar a ter muitos amigos, se o próprio Salvador, quando foi preso, ficou só, abandonado pelos seus? Quando vos fordes embora, quem quererá ir convosco? Se fôsseis rei, o vosso reino não vos deixaria partir só, esquecendo-vos sem demora? A vossa própria família não vos deixaria partir, qual pobre alma abandonada que não sabe para onde vai?

Aprendamos, pois, a amar em todo o tempo como temos o dever de amar: a Deus acima de todas as coisas, e a todas as coisas por causa dele. Porque todo o amor que não se orienta para este fim – ou seja, para a vontade de Deus – é um amor completamente vão e estéril. Qualquer amor que devotemos a um ser criado que enfraqueça o nosso amor a Deus é um amor detestável e um obstáculo ao nosso caminho para o céu. [...] Assim pois, uma vez que Nosso Senhor nos amou tanto pela nossa salvação, imploremos-Lhe assiduamente a sua graça, não vá acontecer que, em comparação com o seu grande amor, nos encontremos cheios de ingratidão.[1]

Paz e Bem!


[1] São Tomás Moro (1478-1535), estadista inglês, mártir

Tratado sobre a Paixão, Cristo amou-os até ao fim, 1ª homilia


Publicado por Frei Fernando Maria em 18/03/2016 às 17h04
 
14/03/2016 07h15
"EU SOU A LUZ DO MUNDO"

“SALVE, LUZ VERDADEIRA”

Quando Tu, Senhor Jesus, me conduzes à luz, e encontro a Deus graças a Ti, ou recebo de Ti o Pai, torno-me teu coerdeiro (Rom 8,17), pois não Te envergonhaste de me ter por irmão (Hb 2,11). Acabemos, portanto, com o esquecimento da verdade, acabemos com a ignorância; e, tendo-se dissipado as trevas que nos envolvem como uma nuvem diante dos olhos, contemplemos o verdadeiro Deus, proclamando: «Salve, luz verdadeira»!».

A luz elevou-se, pois, sobre nós que estávamos mergulhados nas trevas e encerrados na sombra da morte (Lc 1,79), luz mais pura que o sol, e mais bela que esta vida cá de baixo. Esta luz é a vida eterna, e todos os que nela participam estão vivos. A noite evita a luz e, escondendo-se com medo, cede lugar ao dia do Senhor. A luz que não pode ser extinta espalhou-se por toda a Terra e o Ocidente juntou-se ao Oriente. É isto que significa a «nova criação». Com efeito, o sol da justiça (Mal 3,20), que ilumina todas as coisas, resplandece sobre toda a espécie humana, a exemplo de seu Pai, que faz nascer o sol sobre todos os homens (Mt 5,45) e os asperge com o orvalho da verdade.[1]

Paz e Bem!

 

 

 


[1] São Clemente de Alexandria (150-c. 215), teólogo «Stromata»


Publicado por Frei Fernando Maria em 14/03/2016 às 07h15
 
05/03/2016 10h10
SUBINDO PARA DEUS: OS DEGRAUS DA ORAÇÃO...

OS DEGRAUS DA ORAÇÃO...

«Tem piedade de mim que sou pecador»

Que a vossa oração seja muito simples; uma só palavra bastou ao publicano e ao filho pródigo para obterem o perdão de Deus (cf Lc 15,21). [...] Não rebusqueis palavras na vossa oração; quantas vezes o balbuciar simples e monótono das crianças não dobrou a vontade de seus pais? Não vos lanceis, pois, em longos discursos, para que o vosso espírito não se distraia na busca das palavras. Uma só palavra do publicano tocou a misericórdia de Deus; uma só palavra cheia de fé salvou o bom ladrão (cf Lc 23,42).

O palavreado na oração enche o espírito de imagens e distrai-o, ao passo que uma só palavra tem, muitas vezes, o efeito de o concentrar. Sentis-vos consolados com uma palavra na vossa oração? Pois detende-vos nela, porque é o vosso anjo que reza convosco. Não vos sintais excessivamente seguros, mesmo que tenhais atingido a pureza, mas vivei em grande humildade e sentir-vos-eis confiantes. Ainda que tenhais subido a escada da perfeição, pedi perdão pelos vossos pecados; escutai o que diz São Paulo: «Sou o primeiro dos pecadores» (1Tim 1,15). [...] Se estiverdes revestidos de mansidão e libertos de toda a cólera, não vos custará muito libertar o vosso espírito do cativeiro.

Enquanto não conseguirmos uma oração verdadeira, assemelhamo-nos aos que ensinam as crianças a dar os primeiros passos. Trabalhai para elevar o vosso pensamento, ou melhor, para o confinar às palavras da vossa oração; se a fraqueza da infância o fizer cair, erguei-o. Porque o espírito é instável por natureza, mas Aquele que pode tudo fortalecer, também pode estabilizar o vosso espírito. [...] O primeiro degrau da oração consiste, pois, em expulsar com uma palavra simples as sugestões do espírito no próprio momento em que elas se apresentam. O segundo, em guardar o nosso pensamento apenas para o que dizemos e pensamos. O terceiro é a entrega da alma ao Senhor.[1]

Paz e Bem!


[1] São João Clímaco (c. 575-c. 650), monge do Monte Sinai - A Escada Santa, cap. 28


Publicado por Frei Fernando Maria em 05/03/2016 às 10h10



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