FREI FERNANDO, VIDA , FÉ E POESIA

A vida, como dom, é uma linda poesia divina, declamemo-la ao Senhor!

Textos


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 8,18-22)(02/7/18).
 
Caríssimos, quem faz o caminho do discipulado com Cristo, deve honra-lo em tudo, porque todo ser vivente encontra Nele o sentido da vida, de forma que, quem ignora a sua presença naquilo que vive e faz, torna-se inimigo dos bons e cúmplice do mal. Viver é um doar-se recíproco, porque nenhuma criatura existe em si e por si mesmo. De fato, somos seres dependentes, e felizes são aqueles que compreendem isso, e se doam mutuamente para a felicidade de todos. Pois, não existe felicidade de um só, visto que a verdadeira felicidade é um bem eterno que vem de Deus para todos.
 
 Ora, “Como ousas repetir os meus preceitos e trazer minha Aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios!" Caríssimos, nestas palavras do Senhor estão contidos Seus reclames àqueles que professam a fé, mas não a vivem coerentemente. De fato, a incoerência é semelhante ao pecado da blasfêmia, pois quem a pratica, zomba de Deus, negando com o viver a fé que diz professar. 
 
Com efeito, o Evangelho de hoje nos mostra dois exemplos dos que se propõem a seguir Jesus no caminho do discipulado. No primeiro caso o seguidor lhe diz: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. Ao que Jesus respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. Ou seja, Deus conhece muito bem o coração humano e as suas intenções, e neste caso seguir Jesus significa renunciar à todos os apegos materiais. 
 
O segundo exemplo diz respeito aos laços afetivos desordenados, pois muitos querem seguir Jesus, mas não são capazes de romper com os laços afetivos naturais, para vivê-los amplamente de modo espiritual. Vejamos: "Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”. Ou seja, o primeiro amor da vida de todo seguidor é o Senhor, e depois o próximo como a si mesmo. 
 
Portanto, quem segue Cristo como membro do seu corpo, a Igreja, precisar entender que é uma nova criatura, que tem uma missão a cumprir dentro da vocação à qual Deus lhe chamou e que por sua vontade viverá fielmente essa vocação até atingir a santidade por Ele determinada para todos os seus filhos e filhas. Amém!
 
Paz e Bem! 
 
Frei Fernando Maria OFMConv. 
Frei Fernando Maria
Enviado por Frei Fernando Maria em 02/07/2018
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