FREI FERNANDO, VIDA , FÉ E POESIA

A vida, como dom, é uma linda poesia divina, declamemo-la ao Senhor!

Textos


PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Mt 25,14-30)(28/08/21)
 
Caríssimos, os talentos da parábola contada pelo Senhor Jesus no Evangelho de hoje, são as virtudes que nos foram concedidas por Ele, para por meio delas, realizarmos a Sua Santa Vontade; e como ouvimos no relato, será sempre de acordo com as capacidades, condições e disposições de cada um, sendo a nossa existência o espaço fértil onde multiplicamos seus talentos, isto é, as virtudes que Dele recebemos.
 
Mas, o que significa isso para nós e para todos? Significa que o Senhor nos conhece muito bem, e por isso, dispôs os seus bens à nosso favor para o servirmos humildemente por amor. Desse modo, ninguém se sinta injustiçado ou menos digno dos dons que recebeu de Deus, pois, as graças nos são dadas para serem multiplicadas na proporção que pudermos, porém, sempre em vista do bem de todos.
 
De fato, multiplicar os talentos significa também sair de si mesmo, para viver a aventura da fé, ou seja, da confiança inabalável de que o Senhor está sempre conosco nos incentivando e nos dotando de todas as graças a fim de cumprirmos a nossa missão, contanto que não nos fechemos em nós mesmos, enterrando os talentos que Dele recebemos, como o fez o servo mal e preguiçoso da parábola.
 
De certo, quem faz o bem que vem de Deus generosamente, isto é, sem interesses ou visando o poder, os elogios e as glórias humans, se sente bem, porque o bem que faz por amor a Cristo, já é a própria recompensa aqui e eternamente no Reino dos céus. Por isso, o Senhor Jesus nos ensina que para multiplicar seus talentos se faz necessário a disposição para servi-lo como os dois primeiros servos; e nunca nos deixar enganar pelos maus pensamentos como o fez o servo "malvado e preguiçoso."
 
Portanto, caríssimos, são estas as condições necessárias para se multiplicar bem os talentos: O desapego dos bens materiais: "As raposas têm covas e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça." Não impor as próprias condições ante o chamado: "Deixa que os mortos enterrem seus mortos; tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus." E por fim a não dependência dos laços afetivos: "Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus." (Lc 9,58-60).
 
Destarte, multipliquemos humildemente com devoção e amor as graças e bênçãos, isto é, os talentos que de Deus recebemos.
 
Paz e Bem!
 
Frei Fernando Maria OFMConv.
Frei Fernando Maria
Enviado por Frei Fernando Maria em 28/08/2021


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