

Permanecei no meu amor...
PEQUENO SERMÃO DE CADA DIA (Jo 15,9-11)(07/05/26)
PERMANECEI NO MEU AMOR... . 1. Caríssimos, o amor cristão diferente do amor do mundo, se traduz no bem eterno e na salvação de todos, porque nele não existe outro interesse fora da vontade de Deus, isto é, a felicidade eterna para todos os seus filhos e filhas. Por isso, não podemos reduzi-lo a um mero afeto ou sentimento, porque desse modo perderia todo o sentido de ser. . 2. No Evangelho de hoje o Senhor Jesus nos ensina o mandamento do amor dando Ele mesmo o exemplo de como devemos amar, isto é, como Deus nos ama; neste sentido de nossa parte, amar é obedecer, é seguir os seus mandamentos, porque somente assim podemos amar-nos uns aos outros, como Ele nos ama. . 3. De fato, o amor do Senhor Jesus por nós foi traduzido em obras, nos dando a salvação eterna mesmo sem a merecermos; servindo a nós por meio de suas graças e bênçãos derramadas em nossas almas, mesmo se não as reconhecemos ou o agradeçamos pelos serviços prestados e por todo o bem que Ele nos faz. . 4. Com isso, o Senhor nos ensina que não deixemos de ser bons, porque outros não o são, nem deixemos de perdoar e amar o próximo, porque repetidamente nos ofende; na verdade, todas as nossas ações nascem da nossa comunhão com o Senhor, porque, como nos ensina São Paulo, é Nele que vivemos, nos movemos e somos. (cf. At 17,28). . 5. Portanto, caríssimos, vivenciando esse amor divino que recebemos do Senhor Jesus para pratica-lo entre nós, escutemos com atenção estas palavras de são Pedro: "Em obediência à verdade, tendes purificado as vossas almas para praticardes um amor fraterno sincero. Amai-vos, pois, uns aos outros, ardentemente e do fundo do coração." (1Pd 1,22). . 6. Destarte, façamos com Santa Gertrudes de Helfta esta belíssima e singela oração: "O que sou eu, meu Deus, amor do meu coração? Ai de mim, ai de mim, como sou diferente de Ti. Sou como uma gotinha ínfima da tua bondade, e Tu és o oceano, cheio de toda a doçura. . 7. Ó amor, amor, abre sobre mim, pequena que sou, as entranhas da tua bondade; faz jorrar sobre mim todas as cataratas da tua benigníssima paternidade; faz jorrar sobre mim todas as fontes do grande abismo da tua infinita misericórdia." (Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301), monja beneditina - Exercício IV, SC 127) Paz e Bem! Frei Fernando Maria OFMConv.
Frei Fernando Maria
Enviado por Frei Fernando Maria em 07/05/2026
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